terça-feira, 22 de maio de 2012

JEJUM_ O Clamor Silencioso


Is 58:6Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?’

O JEJUM é um exercício da !

O JEJUM não é só eficaz em casos difíceis, mas ele é indispensável na vida do cristão. Essa prática faz com que coloquemos nossa total dependência em Deus e confiemos inteiramente n’Ele. Uma vez que reconhecemos que por nossas mãos não alcançaremos e por nossas forças não conseguiremos, nos humilhamos diante do Senhor em reconhecimento de quem Ele é e reconhecendo nossa pequenez, nos dispomos a deixá-Lo trabalhar por nós.

Existe uma lista de ‘casos’ em que o Jejum é eficaz na vida do cristão como:
- para alcançar um grande livramento;
- estreitar o relacionamento entre o homem e Deus;
- afligir a alma diante de uma grande indignação;
- humilhar-se diante do Pai;
- santificar-se na presença de Deus;
- fortalecer-se espiritualmente;
- disciplinar a vida espiritual;
- um arrependimento seguido de avivamento;
- preparar-se para enfrentar uma situação difícil;
- abrir o entendimento;
- expulsar certas castas de demônios;
- resistir aos desejos da carne;
- receber direção em assuntos ministeriais.

O JEJUM é como a água é para o corpo. Sem alimento o corpo resiste alguns dias, mas, sem água os membros se enfraquecem rapidamente. A vida cristã sem jejum fica espiritualmente debilitada.
O livramento está relacionado ao jejum, porque é uma situação em que os recursos humanos são esgotados e o homem passa a depender completamente de Deus.

Aproximando o homem de Deus
Ex 4:11Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?’

A principal razão de um sacrifício é aproximar o homem de Deus. A natureza humana tende a desejar o que nos afasta de Deus e quando nos dispomos a jejuar, renunciamos as coisas desse mundo, abrimos mão dos nossos próprios desejos e vontades e nos achegamos a Ele.

O JEJUM é uma oferta de sacrifício e quando realizado para conhecer mais os pensamentos de Deus, nada pode impedir que esse relacionamento seja aproximado.

II Co 11:27-30Em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame? Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.’

O Apóstolo Paulo sabia que ao ‘gloriar-se na sua fraqueza’, ele estava elevando o nome e a força do Senhor, e uma vez que ele mesmo reconhecia a sua fraqueza o poder de Deus podia ser manifesta através de sua vida.

‘Quem mantém um propósito firme de jejum, sempre tem uma nova experiência, mas aqueles que o executam apenas para alcançar maior intimidade com o Pai, certamente terminam descobrindo os segredos de Seu coração.’

Disciplina
Is 26:3 ‘Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.’

A Disciplina Espiritual é alcançada através do JEJUM. Há inúmeros registros de libertação em nome do Senhor Jesus, mas alguns costumes dependem da vontade humana em renunciar.

Precisamos submeter necessidades naturais em prol do Reino de Deus. Hábitos naturais precisam ser substituídos por uma atitude radical.

A Disciplina adquirida através do JEJUM faz com que o cristão tenha domínio sobre seus impulsos.  Pv 16:32 ‘Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.’

O JEJUM nos leva ao sobrenatural e nos permite viver uma comunhão intensa com o Pai e falar-lhe face- a- face, como Moisés.
Ex 34:27-28 ‘Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.’

Deus quer apenas um coração voltado pra ele.
Ex 33:15, 18 ‘Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar... Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.’

Um coração quebrantado e contrito o Senhor não despreza. Sl 51:17

Entregue-se! Sua vida NUNCA mais será a mesma!


quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Servo de Deus


II Tm 4:5Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. ’

Servo é o mesmo que ministro (I Pe 4:11).

Vamos observar nesse texto que o Apóstolo Paulo, escrevendo para Timoteo, destaca algumas características de um servo fiel a Deus:

Sobriedade: moderação, sério
Perseverança: determinação persistente
Dedicação: devoção, respeito profundo
Responsabilidade: convicção de ser responsável

O Apóstolo Paulo sabia do que era necessário para ser um servo fiel até o fim. Ele chama atenção de Timoteo para a seriedade que era cumprir o ministério ao usar a expressão ‘cabalmente’ que significa ‘satisfatório, completo, pleno’. Ser ungido para o ministério exigia muito mais do que apenas ler ou falar da Palavra, era necessário uma mudança de mente, entregar-se totalmente. Timoteo precisaria manter a seriedade, ser moderado no falar, ser persistente e determinado para não desanimar diante de algumas dificuldades que pudessem aparecer ao longo da caminhada- note no versículo que ele diz:  Suporta as aflições-, ter um respeito por aquilo que lhe havia sido confiado sabendo que agora ele era o responsável por pregar aquela Palavra.

‘Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na , na pureza. Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.’  I Tm 4:12-16

No final da primeira carta Paulo já alerta Timoteo sobre ser padrão em várias áreas de sua vida e ao que ele deveria se aplicar; não apenas saber sobre, mas ele deveria se dedicar, estudar a fundo, gastar tempo. E para que ele se saísse bem no ministério que lhe fora confiado algo mais seria necessário: MEDITAR, ser DILIGENTE e cuidar de SI e da DOUTRINA.

Hoje, muitos daqueles que deveriam ser servos fiéis, estão desistindo da obra e se acomodando sem se darem conta de que eles mesmos são os responsáveis por sua fraqueza, mediocridade, lutas e desgaste. Porque eu digo isso? Simples: não seguem simples orientações e não buscam ter as características de um servo fiel. Então, despreparados, em todos os sentidos, não resistem por muito tempo. Estima-se que 1,5 mil pastores, no mundo, desistem do seu ministério todos os meses e entre os principais motivos são: depressão, estresse, despreparo ministerial, falta de contato com a Bíblia, casos extraconjugais e crise financeira.
E você, tem dado desculpas para largar o arado, tem se contentado com seu limite e desistido? Ou está disposto a cumprir cabalmente o seu ministério, receber a sua recompensa e poder dizer, como o Apóstolo Paulo disse: ’Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.’ (II Tm 4:7-8) ???



sábado, 5 de maio de 2012

A Porta


Você sabia que existem portas na sua vida?

Determinados momentos, somos colocados frente a elas e devemos tomar decisões arriscadas.
As portas podem ser várias, de diversas formas e tamanhos. Cores e espessuras. Lisinhas ou cheias de farpa como uma madeira rústica.
A verdade é que não saberemos como elas são até que coloquemos nossas mãos nela e tomarmos a decisão de abri-las. Só assim saberemos se são leves ou pesadas e se irão nos machucar ou não...
Mesmo que saibamos o que nos aguarda do outro lado e mesmo sabendo que está é a decisão que deve ser tomada, é difícil se colocar nessa situação. Dá uma vontade de disfarçar, deixar pra depois ou dar desculpas atrás de desculpas...
Você SABE que precisa abrir a porta e a chave está em sua mão... Mas é preciso um passo a mais, uma decisão... Que geralmente, muda a sua vida para sempre!

Eu estou frente a uma porta... E na realidade, não estava nem um pouco a fim de abri-la. Eu queria mesmo era esconder a chave e continuar o meu caminho naquilo que eu estou pensando. A maior dificuldade em abrir essa porta é que a situação em si e a minha intenção está correta, a complicação é porque essa motivação tomou uma proporção maior do que tem que ser e por esse motivo tomou um lugar em minha vida que não poderia ocupar e o único jeito de eu trazer isso pro equilíbrio novamente é abrindo a porta.

Abrir a porta pode ser confessar algo, deixar alguma coisa para trás, inverter posições de pessoas e valores, reconhecer um erro ou declarar abertamente uma verdade.  É como que, se aquilo é tão correto, que você tem medo de começar a fazer um pouco menos e isso afetar sua vida e convivência de uma forma que você não está preparado. O sentimento de sempre fazer pelos outros, por exemplo, às vezes colocamos as pessoas tão a frente de nossas vidas que corremos o risco de colocá-las até a frente de Deus. Medo de decepcioná-las, medo de entristecê-las... E, de medo em medo, as colocamos no centro de nossa vida e é aí que está o erro! O centro de nossa vida só pode ser ocupado por Jesus!

Abraão, por exemplo, quando recebeu a promessa, Deus lhe disse para deixar para trás a terra, a parentela e a casa de seu pai (Gn 12:1), mas Abraão estava apegado de mais a casa de seu pai para deixá-la para trás. Abraão deve ter pensado que não teria problema e que ele conseguiria lidar bem com a situação ou talvez quisesse incluir seu pai na benção de alguma forma. Mas essa era a porta que Abraão precisava abrir. Ele precisava abrir a porta do cumprimento das promessas de Deus em sua vida. Uma porta que só poderia ser aberta se ele renunciasse a todo o seu contexto e encarasse o que estava por vir. Mas Abraão por um momento ficou receoso de deixar a casa de seu pai para trás... Ele sabia que do outro lado dessa porta estava a promessa, mas deixar a terra, a parentela já havia sido difícil... teria mesmo necessidade  de deixar a casa de seu pai?

Ele preferiu segurar a chave por mais um tempo em suas mãos e abrir a porta somente quando estivesse mais confortável com a situação, acostumado com a idéia. E talvez ele nem precisasse abrir essa porta mais a frente... E por conta disso, Abraão retardou o cumprimento da promessa de Deus em sua vida. Parou no meio do caminho. Perdeu tempo. E precisou enterrar seu pai para que continuasse a caminhar rumo à terra que o Senhor havia prometido.

É aí que eu te pergunto: Qual é a porta que você está com medo de abrir? O que está do lado de cá da porta que te impede de encarar o desafio? Até onde você pretende adiar essa decisão? O que terá que acontecer para que você coloque a chave na fechadura e empurre a porta?


Salmos 119:162  'Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.


Hebreus 11:6  'De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.'






quarta-feira, 2 de maio de 2012

Judson Cornwal


´A ¨adoração¨ é escrita sobre o coração do homem pela de Deus...
A ¨adoração¨ é inseparável e é uma expressão de vida... 
O homem foi feito para adorar tão certo como foi feito para respirar.`` 
(Judson Cornwal)

Soberba vs Humildade


Tg 4:6-10
“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai  o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em  pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.”

A soberba é uma velha conhecida da humanidade, ela esteve presente desde a fundação do mundo...desde o Éden. Soberba é a mesma coisa que arrogância, orgulho, é quando você confia em si mesmo e nos seus méritos para falar e tomar decisões. A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal representava a sujeição do homem a Deus e sua disposição em estar sujeito ao Senhor, ao comer do fruto o primeiro casal cai e declara sua independência de Deus.

Renunciar a soberba e se humilhar é um grande desafio para todos nós, e muitos entendem, erroneamente, o que significa se humilhar e isso têm levado muitos a sofrerem uma terrível queda.

A Palavra diz que Deus resiste (se opõe) aos soberbos. No Evangelho de Lucas cap. 18 dos versos 9 ao 14 vemos um exemplo de atitude soberba, exemplificada na parábola pela atitude de um fariseu que ‘posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó, Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens...’
Uma pessoa soberba se orgulha de sua religiosidade, sua posição, seu ganho, seu tempo de igreja, sua afinidade com os líderes, se colocando de uma maneira elevada que seu próximo. A soberba pode ser escancarada (fala de qualquer maneira e faz com que os outros se sintam menos) ou disfarçada (a pessoa não quer ser tida por soberba, mas faz questão de se mostrar mais que os outros, exaltando seus atos e feitos).

Ser humilde é diferente de ‘ah, então agora eu tenho que ficar me humilhando para os outros? como muitos pensam. A falta de entendimento do que é HUMILDADE faz com que a soberba torne-se um inimigo tão sorrateiro e traiçoeiro. Temos dificuldade em fazer com que os outros se sintam grandes, ou de reconhecermos nossos erros; a humildade está relacionada em sujeitar-nos nosso coração a Deus e não nos diminuirmos para as pessoas.

A humildade está em reconhecer a soberania de Deus e se sujeitar a Ele; colocar-se ‘debaixo’ de sua autoridade. Os humildes são aqueles que desejam estar debaixo da mão do Senhor e sabem que podem esperar em Deus. São aqueles que desejam ser abençoados.

A Palavra é clara em dizer no vs7 ‘sujeitai-vos’, uma ação pessoal, atitude espontânea de entrar debaixo de uma autoridade. Minha atitude de sujeição traz como primeira recompensa a graça (vs6) (maior graça: o Espírito Santo Ef 2:8) e me traz uma recompensa futura, de que Ele mesmo me exaltará (elevar, prosperar) (vs10).

Deus manifesta sua graça a todos os que se sujeitam, se humilham, se quebrantam debaixo de sua poderosa mão (Tt 2:11 // Jo 1:12 // Jo 3:16), onde podemos descansar e habitar seguros (Sl 91:1).

Cuidado com o ânimo dobre (Tg 4:8b): “vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.”
ânimo dobre: mente dupla, vacilante, incerto
II Co 10:5b “... levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.”

Resista ao Adversário (Tg 4:7b): “...mas, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”
resistir: combater, lutar, se opor
I Pe 5:8 “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário,anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.”

Felizes os que se refugiam no Senhor...

I Pe 5:6 “Humilhai-vos, portanto,sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte.”